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Patrimônio cultural impulsiona desenvolvimento econômico com incentivo da Unesco

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Integrado a estratégias contemporâneas de sustentabilidade, o patrimônio cultural deixou de ser um artefato passivo de museus para se tornar um catalisador ativo do desenvolvimento socioeconômico e da preservação da identidade local globalmente.

Transformação do patrimônio cultural em vetor de crescimento econômico

A inclusão da cultura nos planos de desenvolvimento fortaleceu a contribuição social e financeira das comunidades. Esse modelo se baseia na Declaração da Cidade do México da Unesco, criada em 1982.

O conceito abrange aspectos espirituais, materiais, intelectuais e emocionais. Ele inclui artes, literatura, modos de vida, sistemas de valores, tradições e crenças.

A abordagem está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para o período de 2015 a 2030. Ela evita congelar comunidades no tempo com exposições tradicionais em vitrines.

Economicamente, o patrimônio impulsiona o turismo de massa e as economias criativas. A prática retém capital e conhecimento tradicional nas localidades.

O impacto ocorre por meio do artesanato, artes cênicas, práticas agrícolas tradicionais, sistemas de gestão de água e técnicas de construção seculares.

Preservação do patrimônio cultural imaterial e liderança chinesa

Na dimensão social, a salvaguarda de tradições fortalece a coesão social e a identidade em um ambiente globalizado. O conhecimento tradicional exige transmissão geracional continuada para evitar a perda definitiva de costumes.

A Convenção da Unesco de 2003 apoia o processo ao incentivar a inovação inspirada no saber tradicional. Em paralelo, a Convenção de 2005 permite proteger indústrias culturais contra a uniformização global.

A China contava com 61 sítios na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco em outubro de 2026. O país ocupa o segundo lugar global em bens materiais, atrás da Itália.

A inscrição mais recente do país no ano foi o Sítio da Indústria de Porcelana Artesanal de Jingdezhen, situado na província de Jiangxi.

O país lidera o ranking de patrimônio imaterial com 45 inscrições. A lista abrange o Festival do Barco-Dragão, a Ópera de Pequim, o Muqam Uigur de Xinjiang e a Ópera Tibetana.

Iniciativas de inovação e cooperação internacional em patrimônio cultural

A Iniciativa para a Civilização Global, proposta pelo presidente Xi Jinping, defende a preservação e o desenvolvimento criativo das culturas tradicionais. A diversidade cultural é apontada pelo líder como característica global fundamental.

Na Universidade de Jinan, em Guangdong, foi criada a Cátedra Unesco de Artesanato Tradicional Mundial: Herança e Inovação. O órgão é presidido por Chen Ping, líder da Organização Internacional de Arte Popular.

Os bens culturais e paisagens integram estratégias chinesas de desenvolvimento regional, turismo, regeneração urbana e preservação local.

A cidade de Xiamen, na província de Fujian, sediará a 21ª sessão do Comitê Intergovernamental da Unesco para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial.

O evento internacional ocorrerá entre 30 de novembro e 5 de dezembro. O encontro visa promover o intercâmbio entre povos, a cooperação e a aprendizagem mútua.