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China lança diretrizes com19 tarefas para acelerar setores de inteligência artificial

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Os formuladores de políticas da China divulgaram diretrizes para impulsionar as novas forças produtivas de qualidade, primeiro documento sistemático emitido sobre o conceito desde 2023. O plano estabelece 19 tarefas estratégicas em cinco áreas para acelerar a transição econômica nacional.

Roteiro estipula 19 tarefas divididas em cinco pilares fundamentais

O novo documento político delineia um roteiro estruturado para garantir o crescimento econômico de alta qualidade no país. As diretrizes estabelecem 19 tarefas principais de desenvolvimento e reforma que se dividem em cinco áreas essenciais de atuação.

As frentes abordadas pelo plano incluem a promoção vigorosa da inovação científica e tecnológica, além do aprofundamento da integração entre ciência, tecnologia e inovação industrial. O projeto abrange também a inovação das abordagens de desenvolvimento, a inovação em instituições e mecanismos e o aprimoramento dos sistemas de desenvolvimento de talentos.

A estrutura busca criar um mecanismo institucional para converter o avanço científico e tecnológico diretamente em força industrial e econômica. A medida ocorre em um período crítico de transição, no qual o modelo tradicional baseado em investimento imobiliário e infraestrutura apresenta retornos decrescentes.

Estratégia abrange setores tradicionais e tecnologias de vanguarda

O plano diretor estabelece uma abordagem paralela para a modernização do sistema industrial, evitando abandonar setores consolidados ou gerar corridas indiscriminadas para novas áreas. As diretrizes orientam explicitamente a consolidação e o fortalecimento da competitividade de setores tradicionais na divisão industrial global do trabalho.

Entre as indústrias tradicionais citadas para fortalecimento estão mineração, metalurgia, produtos químicos, indústria leve, têxteis, máquinas, construção naval e construção civil. Ao mesmo tempo, o documento incentiva o avanço em indústrias futuras de vanguarda.

O foco em tecnologia de ponta abrange o desenvolvimento de tecnologia quântica, biofabricação, energia de fusão nuclear e de hidrogênio, interfaces cérebro-computador, inteligência incorporada e comunicações móveis 6G. Em Hefei, na província de Anhui, treinos com robôs para coleta de dados de Inteligência Artificial Incorporada exemplificam essa atuação prática em tecnologias emergentes.

Diretrizes reforçam regras para empresas, segurança e abertura global

Para impulsionar a inovação no setor privado, o plano propõe a criação de um fundo de reserva para pesquisa e desenvolvimento empresarial e taxas mais elevadas de dedução fiscal para gastos com P&D. O texto prevê ainda que projetos empresariais estratégicos possam alcançar o nível nacional.

No âmbito da gestão e controle, as diretrizes incorporam a coordenação entre desenvolvimento e segurança como requisito geral. O setor de inteligência artificial deverá instituir sistemas de monitoramento tecnológico, alerta precoce de riscos e protocolos de resposta a emergências.

A orientação veda expressamente o desvio da economia real para atividades especulativas, a busca por projetos excessivamente grandes e a geração de bolhas ou lacunas industriais. O documento enfatiza a adaptação às condições locais para evitar a competição com estratégias sobrepostas entre diferentes regiões.

As regiões orientais devem focar em avanços em áreas como inteligência artificial e tecnologia quântica. Já as regiões central, oeste e nordeste devem cultivar oportunidades de crescimento ao acolher a realocação industrial e modernizar setores tradicionais.

No cenário internacional, o plano prevê o uso de zonas-piloto de livre comércio para atrair fatores de produção avançados. O país buscará promover plataformas conjuntas na Iniciativa Cinturão e Rota e estabelecer mecanismos eficientes para o fluxo de dados transfronteiriços.