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Tratado internacional e conservação marinha buscam unir proteção costeira e alto-mar para salvar espécies vulneráveis

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A conservação da biodiversidade marinha exige conectar a proteção de áreas costeiras, como praias de nidificação de tartarugas, às normas do Tratado do Alto Mar, que entrou em vigor em janeiro para abranger cerca de dois terços dos oceanos.

Implementação do Acordo BBNJ e governança oceânica

O Acordo sobre Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional estabelece ferramentas para proteger os oceanos. O tratado prevê áreas marinhas protegidas, avaliações de impacto ambiental e repartição de benefícios dos recursos genéticos marinhos.

O alto-mar ocupa aproximadamente dois terços da superfície oceânica. Como essas águas internacionais não possuem comunidades locais para patrulhamento nem um único país responsável, o sucesso das medidas depende da implementação conjunta pelos Estados.

Participação comunitária e monitoramento científico

A experiência prática em regiões costeiras demonstra a importância de unir o conhecimento local à pesquisa científica. Pescadores e moradores locais participam de patrulhas, coleta de dados e monitoramento de espécies em várias localidades.

Na província de Hainan, moradores atuam como guias ecológicos e voluntários em levantamentos. Essa integração fortalece o engajamento comunitário e gera evidências cruciais para orientar decisões sobre os recursos marinhos.

Desafios e propostas para o futuro da proteção

A vida marinha cruza fronteiras geográficas entre zonas costeiras e rotas migratórias oceânicas. A conservação exige redes ecológicas integradas, superando a fragmentação de áreas protegidas isoladas em mar aberto.

A China propôs Xiamen como candidata para sediar o Secretariado da BBNJ. A possível escolha visa fomentar a cooperação internacional, conectar investigadores e decisores políticos e apoiar países em desenvolvimento.