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Setor automotivo e de veículos híbridos ganha novos rumos após entendimento histórico firmado entre China e União Europeia em Pequim

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Representantes de China e União Europeia concluíram em Pequim a segunda rodada de consultas comerciais e de investimento, estabelecendo um consenso de dezesseis pontos para equilibrar relações econômicas bilaterais e enfrentar pressões protecionistas globais.

Acordos e Consensos Bilaterais

As negociações em Pequim foram copresididas pelo Ministro do Comércio, Wang Wentao, e pelo Comissário Europeu para o Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic.

O encontro durou dois dias e resultou em uma declaração conjunta com dezesseis pontos específicos de consenso.

Os tópicos abordados incluem a balança comercial e de investimentos, os controles de exportação, os direitos de propriedade intelectual e a reforma da Organização Mundial do Comércio.

Ambas as partes discutiram maneiras de abordar preocupações mútuas em pé de igualdade e expandir o acesso bilateral ao mercado.

O intercâmbio abrangeu setores como dispositivos médicos, cosméticos, produtos farmacêuticos, inversores e produtos agroalimentares.

As partes também exploram a possibilidade de redução de tarifas sobre determinados produtos no âmbito das regras da OMC.

Um entendimento específico foi alcançado sobre o comércio de veículos híbridos em conformidade com as normas internacionais.

Reações do Setor Empresarial e Especialistas

As trocas comerciais entre as duas partes alcançaram a marca de 828,1 bilhões de dólares em mercadorias no ano de 2025.

O ex-cônsul geral alemão em Xangai, Wolfgang Roehr, afirmou que o término das consultas sem animosidade demonstra capacidade de superar diferenças graves.

Segundo o pesquisador, o entendimento inspira esperança para acordos futuros em outras áreas comerciais.

Michael Schumann, presidente do conselho da Associação Federal Alemã para o Desenvolvimento Econômico e o Comércio Exterior, relatou que o sentimento predominante no setor empresarial foi de alívio.

O executivo destacou que as empresas precisam de previsibilidade e que manchetes sobre possíveis guerras comerciais atrasam decisões de investimento.

Qu Hongbin, ex-economista-chefe para a China do HSBC, apontou que as economias de ambas as regiões são extremamente complementares.

O especialista afirmou que uma relação econômica estável atua como fator de estabilização global em um cenário de cadeias de abastecimento fragmentadas e inflação persistente.

Próximos Passos e Calendário de Diálogo

O Ministério do Comércio informou que uma videoconferência ministerial está agendada para o mês de janeiro.

O objetivo da reunião virtual é manter a comunicação antes da realização da próxima rodada de negociações.

A terceira reunião do mecanismo de consulta entre China e União Europeia foi marcada para março.

Além disso, um evento de encontros de negócios será realizado durante a nona Exposição Internacional de Importação da China, em Xangai, no mês de novembro.

O evento tem o propósito de ajudar a aumentar as importações de dispositivos médicos da União Europeia.