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Com a ajuda de drones, incrível túnel de contrabando é encontrado em operação conjunta entre Estados Unidos e México

Com a ajuda de drones, incrível túnel de contrabando é encontrado em operação conjunta entre Estados Unidos e México

Descubra como a descoberta de um túnel de contrabando na fronteira EUA-México destaca o uso de tecnologias avançadas e operações conjuntas para combater o tráfico ilegal

A recente descoberta de um túnel suspeito de contrabando entre os Estados Unidos e o México chamou a atenção das autoridades de ambos os países.

O túnel, localizado no sul da fronteira, foi avistado por meio de um drone durante uma operação conjunta das autoridades mexicanas e norte-americanas.

Este achado representa uma vitória significativa contra as tentativas de contrabando, mas também destaca os desafios persistentes enfrentados pelas forças de segurança na região.

A operação e a interrupção do túnel

O túnel foi localizado em San Luis Río Colorado, no México, ao sul de Yuma, Arizona. Autoridades da Secretaria de Segurança Pública de Sonora (SSP) e da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) trabalharam em conjunto para selar o túnel antes que fosse concluído.

As fotos do túnel foram divulgadas pela SSP em sua página no Facebook, mostrando a entrada do túnel ainda no estágio inicial de construção.

De acordo com as investigações, o túnel estava sendo preparado para ser um “túnel narco”, com a intenção de contrabandear drogas ou pessoas para os EUA.

A descoberta é vista como uma interrupção crucial na construção do túnel, impedindo a continuidade de atividades ilegais na região.

A SSP destacou a importância de protocolos de segurança de fronteira e o uso de tecnologias para fortalecer a vigilância, evitando o desenvolvimento de novos túneis semelhantes.

Tecnologia contra o contrabando: a parceria entre o governo e empresas de inovação

A descoberta do túnel em San Luis Rio Colorado ocorre em um contexto de uso crescente de tecnologias avançadas na segurança de fronteira.

Em 2024, a CBP concedeu um contrato à empresa Pangiam, especializada em soluções tecnológicas, para desenvolver e implementar Algoritmos de Detecção de Anomalias (ADA). Esta tecnologia visa identificar padrões anômalos em cargas e veículos, permitindo uma detecção mais eficaz de atividades suspeitas.

A parceria entre a Pangiam e a Universidade da Virgínia Ocidental, focada em inteligência artificial (IA) e aprendizagem de máquina, reflete a aposta dos EUA em soluções de ponta para inovação a segurança.

A Pangiam já havia sido responsável por inovações como a Ponte Pangiam, que utiliza IA para automatizar o exame de veículos e bagagens nas fronteiras. Com os novos algoritmos ADA, espera-se um monitoramento ainda mais eficiente da movimentação na região de fronteira.

Além disso, o uso de inspetores e cães-robôs equipados com IA tem ganhado força. Esses cães, desenvolvidos pela Ghost Robotics, são capazes de fornecer dados em tempo real, mesmo em terrenos pesquisados.

O uso de software de reconhecimento facial e leitores de placas também tem sido implementado em pontos de controle, reforçando a vigilância nas áreas mais críticas.

Desafios e preocupações: privacidade e transparência

Embora as tecnologias de segurança de fronteira apresentem grande potencial, elas também geram preocupações, especialmente em relação à privacidade e à transparência dos dados coletados.

Os críticos apontam que os métodos de coleta de informações podem ser insuficientemente transparentes, levantando questões sobre a segurança e o uso adequado dessas tecnologias.

Andrew Meehan, sócio-gerente da Pangiam e ex-oficial do Departamento de Segurança Interna (DHS), enfatiza a importância de manter uma comunicação clara sobre a implementação dessas tecnologias.

Ele defende que a transparência é crucial para garantir a responsabilidade das autoridades e oferecer aos cidadãos a possibilidade de optar por não participar de certos sistemas de vigilância.

O contexto histórico e a persistente ameaça dos cartéis

A descoberta deste túnel não é um caso isolado. O cartel de Sinaloa, uma das organizações criminosas mais poderosas da região, é conhecido por utilizar túneis sofisticados para contrabandear drogas e pessoas.

Esses túneis, alguns equipados com ventilação e eletricidade, representam uma estratégia dos traficantes para contornar os obstáculos do muro da fronteira, que continua sendo um ponto central nas discussões sobre imigração e segurança nacional.

Este é o terceiro túnel descoberto nas proximidades de Yuma, Arizona, em 2024, uma prova da persistente ameaça representada pelo contrabando transfronteiriço.

À medida que as autoridades continuam a intensificar os seus esforços para combater esse tipo de crime, enquanto procuram melhorar as suas operações com a ajuda de tecnologias avançadas e parcerias estratégicas.